terça-feira, 27 de junho de 2017

Adonias Filho

Adonias Filho (1915-1990) foi escritor brasileiro. Fez parte da terceira fase do Modernismo. Foi também jornalista, ensaísta, romancista e crítico literário.
Seu universo ficcional tem invariavelmente como palco a região cacaueira do sul da Bahia. Foi eleito para a cadeira nº 21 da Academia Brasileira de Letras. Adonias Filho (1915-1990) nasceu em Itajuípe, Bahia, no dia 27 de novembro de 1915. Filho de fazendeiros, estudou em sua terra natal e em Salvador. Iniciou-se no jornalismo ainda em Salvador.
Em 1936, muda-se para o Rio de Janeiro, onde foi colaborador e crítico literário dos jornais A Manhã, Diário de Notícias e Jornal de Letras. Sua linguagem obedece um estilo áspero e seco, é a marca que distingue os romances de Adonias Filho. O palco da região cacaueira dá vida e cor a personagens relacionados com a cultura do cacau. Foi diretor do Instituto Nacional do Livro entre 1954 e 1955, do Serviço Nacional de Teatro de 1954 a 1956. Dirigiu a Biblioteca Nacional em 1961 e a Agência Nacional em 1964.
Neste mesmo ano foi eleito para a cadeira nº 21 da Academia Brasileira de Letras, antes ocupada por Álvaro Moreira. Em 1972 assumiu a presidência da Associação Brasileira de Imprensa. Entre seus livros mais conhecidos estão os romances "Os Servos da Morte" (1946), "Memórias de Lázaro" (1952), "Corpo Vivo" (1962), "O Forte" (1965) e o ensaio literário "Modernos Ficcionistas Brasileiros" (1958). Entre outros autores traduziu William Faulkner, Virginia Woolf e Graham Greene. Adonias Aguiar Filho morreu em 2 de agosto de 1990 em Itajuípe BA.
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