segunda-feira, 9 de outubro de 2017

Português - Poetas Portugueses: Jorge Ferreira da Silva

quinta-feira, 5 de outubro de 2017

A fascinante língua portuguesa: como escrever um longo texto sem usar a letra A


Quase todos os vocábulos portugueses possuem a imprescindível letra “A”. Basta folhear um dicionário para perceber isso. A princípio, muitos acreditam ser impossível escrever uma frase ou um texto sem empregar a letra “A”. Porém, é possível. E em vez de um único texto, mostramos-lhe 2. Comprove:

TEXTO 1
“Se quisermos, poderemos escrever muito bem, omitindo o emprego de elementos tidos como imprescindíveis. Rico é o português e nos permite um sem número de efeitos e modos diferentes de dizer e escrever com bom gosto, com correto e distinto porte.

Mesmo em estilo simples, despretensioso, muito se pode conseguir.

Porém, incluindo termos menos comuns, pode-se ter o luxo de desenvolver extensos discursos e escritos diversos sobre muitos motivos e teses diferentes.

É possível escrever sem o “O”, sem o “I”, sem o “B”, sem o “R”, sem o “P”, enfim, isso pode ser feito como escolhermos.

Por exemplo, sem verbos, sem conjunções, sem pronomes e outros. Depende só do início e de um breve treino.

Prosseguindo, pois, vou expondo, neste simples e breve comento o que ficou dito, e provo que é possível, escrevendo estes conceitos sem nenhum emprego do elemento referido no título deste tópico.

Todo médio escritor e todos os estudiosos e curiosos podem conseguir o mesmo sem temer o encontro de difíceis trechos.

O verbo sublime sempre explode fecundo, se o homem, movido de puro intento, insiste no esforço meritório de produzir o belo e útil.

Nobres leitores: deixo-lhes este convite: brindemos sempre o nosso português com o justo conceito que lhe é devido. Devemos reconhecer sem indiscutível mérito. Devemos promover de todos os modos o prestígio que ele deve ter no consenso do mundo. Com nosso perene fervor, honremos o que é nosso!”

Da autoria de Geraldo Valle, sob o título “Sem a Letra A’’,transcrito do jornal da AGI-janeiro-fevereiro/2002, página 4

TEXTO 2
“Tudo requer muito equilíbrio psicológico, pois o nosso viver, o nosso mundo,tudo que se move, se bebe, que se come e dorme requer o devido equilíbrio. E equilíbrio é sempre um jeito de ser.

Um sonho moderno deste novo século é o de que preciso ser, eu me pergunto: “Eu sou? Estou? Eu existo? Eu quero? Eu vivo?” Sim! Eu vivo! É só o que sinto.

Vivo num mundo sofrido, pobre de espírito, poderoso, sem motivos nem objetivos.

Pode ser novo ou velho, rico ou pobre, solteiro ou viúvo, feliz ou triste.

Vivemos sós e nenhum de nós persiste muito em viver, em querer, no nosso compromisso um com o outro, no motivo… que motivos temos em nosso mundo com gente morrendo de fome, de sede, com suicídios, enfim, mortes e mortes e mortes.(…)”

Da autoria de Magno Alves de Araújo, in: www.palavrasnaweb. blogspot.com.br

Fonte: Observatório da Língua Portuguesa

sábado, 23 de setembro de 2017

Alfredo Taunay

Alfredo Taunay (1843-1899) foi escritor brasileiro. A obra "Inocência", é considerada o melhor romance sertanejo do Romantismo. Taunay foi também político do Império, militar, professor, engenheiro, historiador e sociólogo brasileiro.

Alfredo Taunay (1843-1899) nasceu no Rio de Janeiro, no dia 22 de fevereiro de 1843. De família aristocrata, era filho de Felix Émile Taunay, diretor da Academia Imperial de Belas Artes, e de Gabriela Hermínia d'Escragnolle Taunay, filha do conde d'Escragnolle. Seu avô, o pintor Nicolas Antoine Taunay, veio para o Brasil com uma Missão francesa, em 1816.

Estudou no Colégio Pedro II, onde em 1858, concluiu o bacharelado em Letras. Cursou a Escola Militar, onde formou-se em 1863, em Ciências Naturais e Matemática. Casou-se com Cristina Teixeira Leite, filha do Barão de Vassouras. Combateu na Guerra do Paraguai, como engenheiro, entre os anos de 1864 e 1870. Publicou em 1871, o livro "A Retirada da Laguna", onde relata sua dramática experiência durante os seis anos na guerra.

Terminada a Guerra do Paraguai, entra para o magistério, leciona no Colégio Militar. Dedica-se também à política. Em 1872 é eleito deputado pela província de Goiás. Nesse mesmo ano publica "Inocência", que é considerado o melhor romance sertanejo do Romantismo. Em 1876, foi nomeado presidente da província de Santa Catarina. Passa dois anos estudando na Europa. Em 1881 é novamente eleito deputado por Santa Catarina. Em 1886 é nomeado Senador do Império. Em 1889, recebe do Imperador Dom Pedro II, o título de Visconde de Taunay. Com a queda da Monarquia, afasta-se do Senado.

Obras de Alfredo Taunay
A Retirada da Laguna, diário de guerra, 1871
Inocência, romance, 1872
Lágrimas do Coração,
Manuscrito de uma Mulher, romance, 1873
Ouro sobre Azul, romance, 1875
Amélia Smith, drama, 1886
No Declínio, romance, 1889
O Encilhamento, romance, 1894
Reminiscências, Memórias, 1908 (póstumas)

Biografia retirada de e-biografias

quinta-feira, 21 de setembro de 2017

Marion Zimmer Bradley

Nasceu em Albany, Estados Unidos da América, em Junho de 1930, começando a escrever adolescente. Nos anos cinquenta, era aquilo a que se chama uma “escritora de sucesso fácil”, vendia histórias de sexo e de mistério a revistas de grande tiragem, para sustentar marido e filhos. Na década seguinte, dedicou-se à produção de romances góticos para poder tirar um curso universitário. As suas histórias de ficção científica do ciclo Darkover ( um planeta onde os seres humanos, ao contacto com os alienígenas, adquirem poderes extrapsíquicos) continuam a ter numerosos admiradores. Com As Brumas de Avalon, e a sua permanência de três meses na lista dos “bestesellers” do New York Times, Marion tornou-se uma escritora de prestígio e uma das mais lidas no mundo inteiro . Prosseguiu na mesma senda com Presságio de Fogo (1987), onde reescreve a guerra de Tróia de uma perspectiva feminista. Regressa ao universo mítico da Bretanha druídica, desta vez, em confronto com o Império Romano com A Casa da Floresta (1983). Deixou mais de meia centena de livros.

Biografia retirada de O Leme

terça-feira, 19 de setembro de 2017

Alphonsus de Guimaraens

Alphonsus de Guimaraens (1870-1921) foi um poeta brasileiro. Um dos principais representantes do Movimento Simbolista no Brasil. Sua poesia é quase toda caracterizada pelo tema da morte da mulher amada, a morte de sua noiva aos dezessete anos. Todos os outro temas que explorou, como religião, natureza e arte, estão sempre relacionados com a morte.

Alphonsus de Guimaraens (1870-1921) nasceu em Ouro Preto, Minas Gerais, no dia 24 de julho de 1870. Filho do comerciante português Albino da Costa Guimarães e de Francisca de Paula Guimarães Alvim. Fez os cursos básicos em Minas Gerais e aos 17 anos se apaixona pela prima Constança, filha do escritor Bernardo Guimarães seu tio-avô. Com a morte prematura da prima, em 1888, o poeta se entrega a vida boêmia.

Essa época já colaborava no Almanaque Administrativo, Mercantil, Industrial, Científico e Literário do município de Ouro Preto. Viaja para São Paulo com o amigo José Severino de Resende. Inicia o curso de Direito na Faculdade de Direito do Largo de São Francisco, em 1891. Volta para Ouro Preto, em 1893, onde termina o curo de Direito na recém criada Academia Livre de Direito de Minas Gereis.

Volta para São Paulo onde estuda Ciências Sociais, terminando o curso em 1895. Vai ao Rio de Janeiro, onde conhece Cruz e Souza, poeta que já admirava e de quem tornou-se amigo. Volta para Minas e é nomeado promotor de Conceição do Serro, hoje Conceição do Mato Dentro, ocupando em seguida o cargo de juiz substituto. Em 1897, casa-se com Zenaide de Oliveira, com quem teve 14 filhos.

Sua poesia expressa uma atitude melancólica sobre o tema morte. O sentimento resignado, o sofrimento e a desesperança estão presentes em seus versos. O seu espiritualismo é voltado para a religiosidade e o misticismo.

Seus três primeiros livros foram publicados no Rio de Janeiro, em 1899, são: Dona Mística, Câmara Ardente e o Setenário das Dores de Nossa Senhora. Kiriali que foi escrito antes, só foi publicado em 1902, na cidade do Porto, em Portugal. Em 1905 é nomeado juiz municipal da cidade de Mariana.

Afonso Henrique da Costa Guimarães (seu nome civil) morreu na cidade de Mariana, Minas Gerais, no dia 15 de julho de 1921.

Obras de Alphonsus de Guimaraens
Setenário das Dores de Nossa Senhora, poesia 1899
Dona Mística, poesia, 1899
Câmara Ardente, poesia, 1899
Kiriale, poesia, 1902
Mendigos, prosa, 1920
Pauvre Lyre, poesia, 1921
Pastoral aos Crentes do Amor e da Morte, poesia, 1923
Poesias (Nova Primavera, Escada de Jacó, Pulvis, poesia, 1938

Biografia retirada de e-biografias

domingo, 17 de setembro de 2017

Aluísio Azevedo

Aluísio Azevedo (1857-1913) foi escritor brasileiro. "O Mulato" foi o romance que iniciou o Movimento Naturalista no Brasil. Foi também caricaturista, jornalista e diplomata. É membro fundador da Academia Brasileira de Letras.

Aluísio Azevedo (1857-1913) nasceu em São Luís, Maranhão, no dia 14 de abril de 1857. Levado pelo irmão, o teatrólogo e jornalista Artur Azevedo, viajou para o Rio de Janeiro aos 17 anos de idade. Começou a estudar na Academia Imperial de Belas-Artes, onde revelou seus dons para o desenho. Logo passou a colaborar, com caricaturas e poesias, em jornais e revistas.

Com a morte do pai, em 1879, Aluísio volta para São Luís e se dedica a literatura. Publica seu primeiro romance, "Uma Lágrima de Mulher", em 1880, onde se mostra exageradamente sentimental e de estilo romântico. Em 1881 edita "O Mulato", romance que iniciou o Movimento Naturalista no Brasil. A obra denunciava o preconceito racial existente na burguesia maranhense Com a reação negativa da sociedade, Aluísio volta para o Rio de Janeiro.

Aluísio Azevedo abandonou as tendências românticas em que se formara, para, influenciado por Eça de Queirós e Émile Zola, tornar-se o precursor do Movimento Realista-Naturalista. No Rio de Janeiro, passou a viver com a publicação de folhetins românticos a alguns relatos naturalistas. Viveu durante 15 anos do que ganhava como escritor.

Preocupado com a realidade cotidiana, seus tema prediletos foram a luta contra o preconceito de cor, o adultério, os vícios e o povo humilde. Na obra "O Cortiço", Aluísio retrata o aumento da população no Rio de Janeiro e o aparecimento de núcleos habitacionais, denominados cortiços, onde se aglomeravam trabalhadores e gente de atividades incertas. O grande personagem do romance é o próprio cortiço.

Em 1895, com quase quarenta anos, Aluísio ingressa na carreira diplomática, atuando como cônsul do Brasil no Japão, na Espanha, Inglaterra, Itália, Uruguai, Paraguai e Argentina. Durante todo esse período não mais se dedicou a produção literária.

Aluísio Tancredo Gonçalves de Azevedo morreu em Buenos Aires, Argentina, no dia 21 de Janeiro de 1913.

Obras de Aluísio Azevedo
Uma Lágrima de Mulher, romance, 1879
Os Doidos, teatro, 1879
O Mulato, romance, 1881
Memórias de um Condenado, romance, 1882
Mistérios da Tijuca, romance, 1882
A Flor de Lis, teatro, 1882
A Casa de Orates, teatro, 1882
Casa de Pensão, romance, 1884
Filomena Borges, romance, 1884
O Coruja, romance, 1885
Venenos que Curam, teatro, 1886
O Caboclo, teatro, 1886
O Homem, romance, 1887
O Cortiço, romance, 1890
A República, teatro, 1890
Um Caso de Adultério, teatro, 1891
Em Flagrante, teatro, 1891
Demônios, contos, 1893
A Mortalha de Alzira, romance, 1894
O Livro de uma Sogra, romance, 1895
Pegadas, contos, 1897
O Touro Negro, teatro, 1898

Biografia retirada de e-biografias

sexta-feira, 15 de setembro de 2017

Álvares de Azevedo

Álvares de Azevedo (1831-1852) foi um poeta, escritor e contista, da segunda geração romântica brasileira. Suas poesias retratam o seu mundo interior. É conhecido como "o poeta da dúvida". Faz parte dos poetas que deixaram em segundo plano, os temas nacionalistas e indianistas, usados na primeira geração romântica, e mergulharam fundo em seu mundo interior. Seus poemas falam constantemente do tédio da vida, das frustrações amorosas e do sentimento de morte. A figura da mulher aparece em seus versos, ora como um anjo, ora como um ser fatal, mas sempre inacessível. Álvares de Azevedo é Patrono da cadeira nº 2, da Academia Brasileira de Letras.

Álvares de Azevedo deixa transparecer em seus textos, a marca de uma adolescência conflitante e dilacerada, representando a experiência mais dramática do Romantismo brasileiro. De todos os poetas de sua geração, é o que mais reflete a influência do poeta inglês Byron, criador de personagens sonhadores e aventureiros.

Em alguns poemas, Álvares de Azevedo surpreende o leitor, pois além de poeta triste e sofredor, mostra-se irônico e com um grande senso de humor, como no trecho do poema "Lagartixa": "A lagartixa ao sol ardente vive,/ E fazendo verão o corpo espicha:/ O clarão de teus olhos me dá vida,/ Tu és o sol e eu sou a lagartixa".

Álvares de Azevedo encara a morte como solução de sua crise e de suas dores, como expressou no seu famoso poema "Se eu morresse amanhã": "Se eu morresse amanhã, viria ao menos/ Fechar meus olhos minha triste irmã;/ Minha mãe de saudades morreria/ Se eu morresse amanhã!".

Manuel Antônio Álvares de Azevedo (1831-1852) nasceu em São Paulo no dia 12 de setembro. Filho do Doutor Inácio Manuel Alvares de Azevedo e Dona Luísa Azevedo, foi um filho dedicado a sua mãe e a sua irmã. Aos dois anos de idade, junto com sua família, muda-se para o Rio de Janeiro. Em 1836 morre seu irmão mais novo, fato que o deixou bastante abalado. Foi aluno brilhante, estudou no colégio do professor Stoll, onde era constantemente elogiado. Em 1945 ingressou no Colégio Pedro II.

Em 1848, Álvares de Azevedo volta para São Paulo, ingressa na Faculdade de Direito do Largo de São Francisco, onde passa a conviver com vários escritores românticos. Nessa época fundou a revista da Sociedade Ensaio Filosófico Paulistano; traduziu a obra Parisina, de Byron e o quinto ato de Otelo, de Shakespeare, entre outros trabalhos.

Álvares de Azevedo vivia em meio a livros da faculdade e dedicado a escrever suas poesias. Toda sua obra poética foi escrita durante os quatro anos que cursou a faculdade. O sentimento de solidão e tristeza, refletidos em seus poemas, era de fato a saudade da família, que ficara no Rio de Janeiro.

Álvares de Azevedo doente, abandona a faculdade. Vitimado por uma tuberculose e sofrendo com um tumor, é operado mas não resiste. Morre no dia 25 de abril de 1852, com apenas 21 anos. Sua poesia "Se Eu Morresse Amanhã!", escrita alguns dias antes de sua morte, foi lida, no dia de seu enterro, pelo escritor Joaquim Manuel de Macedo.

Álvares de Azevedo não teve nenhuma obra publicada em vida. O livro "Lira dos Vinte Anos", foi a única obra preparada pelo poeta.

Livros de Álvares de Azevedo
Macário, 1850
Lira dos Vinte Anos, 1853
Noite na Taverna, 1855

Poesias de Álvares de Azevedo
A Lagartixa
À T...
Adeus, Meus Sonhos
Ai, Jesus!
Amor
Anjinho
Anjos do Céu
Anjos do Mar
Canção da Sexta (LXI)
Cantiga
Canto Primeiro
Canto Segundo
Cismar
Desalento
Desânimo
Dinheiro
E Ela! E Ela! E Ela! E Ela!
Fragmentos de um Canto em Cordas de Bronze
Idéias Intimas
Lágrimas da Vida
Lágrimas de Sangue
Luar de Verão
Malva Maçã
Meu Amigo
Meu Desejo
Meu Sonho
Na Minha Terra
No Mar
O Lenço Dela
O Poeta Maribundo
Oh! Páginas da Vida Que eu Amava
Pálida Inocência
Perdoa-me, Visão dos Meus Amores
Saudades
Se Eu Morresse Amanhã
Solidão
Sonhando
Tarde de Outono
Trindade
Último Soneto
Um Cadáver de Poeta
Vagabundo
Vi

Biografia retirada de e-biografias

quarta-feira, 13 de setembro de 2017

Ana Maria Machado

Ana Maria Machado (1941) é escritora, jornalista brasileira. Autora de livros infantis, foi a primeira desse gênero, a fazer parte da Academia Brasileira de Letras. Foi eleita para a presidência da Academia, para o biênio 2012/2013.

Ana Maria Machado (1941) nasceu em Santa Tereza, Rio de Janeiro, no dia 24 de dezembro de 1941. Foi aluna do Museu de Arte Moderna. Iniciou a carreira de pintora, participou de exposições individuais e coletivas. Formou-se em Letras pela Universidade Federal do Rio de Janeiro. Na mesma universidade, lecionou no curso de Letras.

Abandonou a carreira de pintora para se dedicar aos livros. Nos anos sessenta, foi exilada pelo regime militar, indo morar na Europa. Em Paris, trabalhou na revista Elle. Fez doutorado em linguística orientada por Roland Barthes.

De volta ao Brasil, Ana Maria retomou o seu projeto de escrever livros infantis. Em 1977, ganhou o prêmio João de Barro pelo livro "História Meio ao Contrário". Em 1979, fundou a primeira livraria dedicada a livros infantis no Brasil, a Malasartes.

Em 1993, foi hors concours do prêmio da Fundação Nacional do Livro Juvenil. Em 2000, ganhou o prêmio Hans Christian Andersen, considerado o prêmio Nobel de Literatura Infantil Mundial. Em 2001, recebeu o Prêmio Literário Nacional Machado de Assis, na categoria conjunto da obra. Atualmente tem mais de 100 livros publicados.

Ana Maria Machado ocupa a cadeira nº 1 da Academia Brasileira de Letras. Foi eleita presidente para o biênio 2012-2013. Foi a primeira escritora de livros infantis a fazer parte da ABL.

Obras de Ana Maria Machado
A Audácia dessa Mulher, romance
A Jararaca, a Perereca e a Tiririca, infanto juvenil
Abrindo o Caminho, infanto juvenil
Alice e Ulisses, romance
Alguns Medos e Seus Segredos, infanto juvenil
Amigo É Comigo, infanto juvenil
Amigos Secretos, infanto juvenil
Aos Quatro Ventos, romance
Bem do seu Tamanho, infanto juvenil
Bento que Bento é o Frade, infanto juvenil
Bisa Bia, Bisa Bel, novela
Canteiros de Saturno, romance
Conta Corrente, coletânea
De Carta em Carta, infanto juvenil
De Olho nas Pernas, infanto juvenil
Democracia, coletânea
Do Outro Mundo, infanto juvenil
Era Uma Vez Três, infanto juvenil
Esta Força Estranha, biografia
Isso Ninguém Me Tira, infanto juvenil
Menina Bonita do Laço de Fita, infanto juvenil
O Canto da Praça, infanto juvenil
O Domador de Monstros, infanto juvenil
O Gato do Mato e o Cachorro do Morro, infanto juvenil
O Mar Nunca Transborda, romance
O Mistério da Ilha, infanto juvenil
O Que É? infanto juvenil
Para Sempre, romance
Quem Manda Na Minha Boca Sou Eu! infanto juvenil
Raul da Ferrugem Azul, infanto juvenil
Recado do Nome, tese de doutorado
Tropical Sol e Liberdade, romance
Tudo ao Mesmo Tempo Agora, infanto juvenil

Notícia retirada daqui

segunda-feira, 11 de setembro de 2017

Abílio Pereira de Almeida

(Advogado e dramaturgo brasileiro )
1906-1977

Advogado e dramaturgo brasileiro nascido em São Paulo, SP, cujas peças teatrais obtiveram notável êxito junto ao público, na contra-mão da crítica, que as consideravam inconsistentes. Formado em direito pela Universidade de São Paulo, estudou também na Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras da USP e na Escola de Aviação Militar. Entrou para o Exército (1927) e participou de duas revoluções (1930/1932). Advogou durante alguns anos enquanto publicou Prática jurídica e comercial e editou a Revista Judiciária. Estreou como ator teatral (1936) e, seis anos depois ingressou para o Grupo de Teatro Experimental, o GTE, fundado por Alfredo Mesquita. Após o êxito de peças como Pif-paf (1942) e A mulher do próximo (1948), tornou-se praticamente o único dramaturgo brasileiro a escrever para o famoso Teatro Brasileiro de Comédia. Foi um dos fundadores da Cia. Cinematográfica Vera Cruz, na qual passou a atuar (1950) também como ator, diretor e produtor. Seu nome apareceu como ator, autor ou diretor em cerca de 25 filmes nacionais, incluindo os que lançaram Mazzaroppi e fizeram dele um dos maiores sucessos do cinema brasileiro. Totalizando 688 itens documentais (550 textuais e 138 fotográficos), o público considerava suas peças espelhos dos descaminhos éticos da sociedade. Paiol velho (1951), que Alberto Cavalcanti transformou no filme Terra é sempre terra, Santa Marta Fabril S.A. (1955), Moral em concordata (1956) e Moeda corrente do país (1957), foram mais alguns de seus sucessos. Tragicamente morreu por suicídio, em São Paulo.

Notícia retirada daqui

sábado, 9 de setembro de 2017

Clara Campoamor


Escritora espanhola viu a luz do dia numa família pobre, porém conseguiu formar-se em Direito, em 1924. Iniciou as suas actividades políticas, em 1925, quando foi nomeada para o Colégio de Advogados. Em 1931 obteve um lugar no primeiro parlamento da Primeira República daquele país, a par de Victoria Kent. Pediu como outras mulheres em todo o mundo, o voto para as mulheres, o que aconteceu, pela primeira vez, em 1933, porém o golpe militar de 1936 forçou-a ao exílio. Destino Buenos Aires. Porém, foi na Suíça que acabou por fixar residência até à sua morte, dado o regime franquista nunca a autorizou a regressar à pátria. Deixou diversas obras sobre os direitos humanos. Clara Campoamor também redigiu, com outras pessoas, o texto da lei do divórcio. Há em Móstoles (Espanha) o Instituto Clara Campoamor. Deixou obras escritas de pendor feminista como "El Voto Feminino y Yo", "Mi Pecado Mortal" e "El Derecho Femenino en España"(1936), "La situación jurídica de la mujer española" (1938). É considerada uma das "mães" do feminismo espanhol.

Notícia retirada daqui

quinta-feira, 7 de setembro de 2017

Betty Naomi Goldstein Friedan


Escritora, feminista norte-americana é um nome maior dos direitos humanos e feminismo mundial. Betty nasceu no Illinois, filha de judeus russos imigrados. Licenciou-se em Psicologia e Sociologia. Encorajada pela mãe seguiu jornalismo. Defensora dos direitos das mulheres, denunciou o modelo tradicional de sociedade remetendo a mulher para a área restrita da casa. Casou em 1947 com Carl Friedan e tiveram três filhos. Publicou em 1963 o importante livro com o título «The Feminine Mystic» (A Mística Feminina). Este livro sobre a mulher foi o mais vendido no mundo, na altura, e faz parte da trilogia dos livros fundamentais sobre feminismo que são «A Room of One's Own» de Virgínia Woolf (1929), e «O Segundo Sexo» (1949), de Simone de Beauvoir e o dela Betty Friedan. Em 1966 Betty fundou, com uma amiga, a famosa National Organization for Woman (NOW) de que foi presidente. Pediu a igualdade salarial para todos e falou sobre a despenalização do aborto. Em 1970 foi a impulsionadora de uma enorme manifestação convocada pela Frente de Libertação das Mulheres nos EUA. O seu último grande trabalho foi uma investigação sobre a velhice que publicou com o título «The Fountain of Age», ainda não traduzido em português. Faleceu no dia 4 de Fevereiro de 2006

Biografia retirada daqui

terça-feira, 5 de setembro de 2017

Ann Frank


Ann Frank relata, no seu diário, os dois anos que, para fugir à perseguição anti-semita, viveu refugiada com a sua família e alguns amigos nas águas-furtadas de um edifício de Amesterdão, durante os quais desponta para o amor e revela uma profunda sensibilidade muito superior àquela que seria natural possuir na sua idade. Devido a uma denúncia, ela e a sua família acabariam por ser descobertas. Levada para o campo de concentração de Bergen-Belsen, torna-se numa das sete milhões de vítimas do holocausto. O seu diário, encontrado depois do final da guerra, foi traduzido para inúmeras línguas, transformando-se num «best-seller» e tornando esta jovem num símbolo da causa judaica. É, ainda, autora do livro Contos. onde revela, para além de um enorme desejo de paz, uma profunda esperança na Humanidade. As águas-furtadas onde Anne Frank viveu durante os dois anos de refúgio, recebem, diariamente, milhares de pessoas, tendo-se transformado num dos locais mais visitados da cidade de Amesterdão.

Biografia retirada daqui

domingo, 3 de setembro de 2017

Nadine Gordimer


Nadine Gordimer recebeu o Prémio Nobel da Literatura em 1991, chamando, mais uma vez, a atenção para a ignomínia que era o apartheid, na África do Sul. Disse, numa entrevista, que o dia em que se sentira mais orgulhosa na sua vida , não fora quando recebeu o Nobel, mas quando, em 1986, testemunhara num julgamento, para salvar as vidas de 22 membros da ANC, acusados de traição. Nadine Gordimer nasceu na cidade de Spings, no Transval, em Novembro de 1923, filha de emigrantes judeus. O pai era joalheiro, nascido na Lituânia, e a mãe originária de Londres. A mãe de Nadine impressionada com o modo como eram tratadas as crianças negras, abriu uma creche, para dar apoio gratuito a essas crianças. Nadine começou a escrever aos 15 anos, pequenas histórias que publicou com o nome de Face to Face, dez anos depois. Estudou na Universidade de Witswatersrand, Joanesburgo e viajou bastante por África e América do Norte. Casou duas vezes e tem uma filha e um filho, que vivem fora da África do Sul. Até 1994, Nadine já tinha publicado treze novelas , duas centenas de pequenas histórias e diversos livros de ensaio. Está traduzida em mais de trinta línguas e recebeu numerosos prémios e doutoramentos honoris causa. Para perceber a escrita de Nadine Gordimer é necessário conhecer um pouco da História do país onde nasceu e vive – África do Sul. A população branca é fruto da mistura dos primeiros colonos holandeses (chegados cerca de 1652) e franceses que a si próprios se denominavam africânderes (filhos de pai holandês e mãe hotentote) ou boers, e ingleses e alemães e que se lhes juntaram posteriormente. A maior parte das leis do apartheid surgiu com um governo ingtlês, em 1948, mas os holandeses e alemães que ali se fixaram eram convictos defensores da supremacia branca. Aqui o fulcro é o mesmo a luta contra o apartheid, que cujo fim Nadine Gordimer teve a alegria de presenciar anos depois da escrita do livro A Gente de July (1981). 

Biografia retirada daqui

sexta-feira, 1 de setembro de 2017

Doris May Taylor Lessing


Escritora inglesa, nasceu na Pérsia (hoje Irão). Os pais eram ingleses. A família foi viver para o Zimbabwe, em 1925. Estudou na Rodésia e viveu na África do Sul, onde interiorizou a preocupação pela falta de liberdade de alguns. Doris e o irmão eram dominados pela mãe que a mandou para um colégio de freiras de onde Doris fugiu, por a atemorizarem com demónios. Tinha treze anos. Passou a estudar sozinha e a ler Dickens, W. Scott, Stevenson, Kipling, Dostoievsky e D.H. Lawrence, que lhe povoaram a imaginação. Sempre com um mau relacionamento com a mãe sai de casa aos quinze anos indo trabalhar como ama seca. Começou a escrever pequenas histórias que vendeu a revistas da África do Sul. Em 1937 mudou-se para Salisburia como operadora de telefones. Aos dezanove anos casou. Teve dois filhos. Criticou a vida tradicional britânica confrontada com a realidade de África. Tem obras de ficção como Contos Africanos, mas escreveu também com preocupações sociais. Esteve no Paquistão e escreveu sobre os campos de refugiados afegãos. Radicou-se em Londres em 1954. É uma das escritoras vivas que melhor conhece a realidade africana, embora seja algo controversa. Escreveu até hoje mais de cinquenta títulos e dois livros autobiográficos, um deles com o título "Under My Skin: volume One of My Autobiography, to 1949...." Escreveu sobre a sua infância. Em 1999 recusou o título de Dame do Império Britânico, por já «não haver Império». Em 11 de Outubro de 2007 foi-lhe atribuído o Nobel da Literatura.

Biografia retirada daqui

segunda-feira, 3 de julho de 2017

Alexis de Tocqueville

Alexis de Tocqueville (1805-1859) foi um escritor, pensador político e historiador francês. Sua obra de referência foi o livro “Democracia na América” (1835). É considerado um dos autores mais influentes do liberalismo no ocidente, junto a Adam Smith, Friedrich Hayek, Joseph Schumpeter e Raymond Aron.

Alexis Henri Charles Clérel de Tocqueville Veio de família aristocrática pertencente à pequena nobreza do antigo regime, anterior à revolução francesa.

Em 1830, com a chegada de Luís Felipe ao poder, Tocqueville prestou juramento de fidelidade, embora continuasse filiado ao partido legitimalista de Carlos X, que visava restabelecer um regime contrário às reformas liberais depois de 1789.

Em 1831, resolveu empreender viagem aos Estados Unidos a fim de realizar uma pesquisa sobre o código penal americano. Porém, suas intenções tomaram outro rumo quando escreveu o esboço do que seria sua obra-prima, o livro ”Democracia na América”. A primeira parte do livro foi publicada em 1835, onde ele refletiu sobre as instituições e a sociedade americana e sua tradição política. A segunda parte foi publicada em 1840 e na obra, o escritor tratava das questões sobre igualdade e de que forma esse conceito poderia prejudicar a liberdade dos indivíduos.

Depois da experiência nos Estados Unidos, Tocqueville afirmou ser contrário aos movimentos revolucionários acontecidos em seu próprio país, a França, por achar que a ideologia da igualdade era opressora da liberdade individual, sendo a revolução americana mais genuína no sentido de atender os anseios do povo.

Tocqueville foi colaborador da segunda constituição francesa na segunda república. Também foi ministro das Relações Exteriores do governo de Luís Napoleão.

Tocqueville ainda publicou os livros “O Antigo Regime e a Revolução” (1856) e “Lembranças de 1848” (1893). É um dos autores de maior influência das ideias liberais no ocidente.

Biografia retirada de e-biografias

sábado, 1 de julho de 2017

Karen Blixen

Karen Dinesen, por casamento Blixen, conhecida mundialmente por Karen Blixen, nasceu em Rungstedlund (Dinamarca), no seio de uma família aristocrata e rica, em 17 de Abril de 1885. A mãe foi a primeira norueguesa eleita para o Parlamento. Aos 10 anos o pai de Karen, militar, escritor e desportista, suicida-se provavelmente na sequência de ter contraído a sífilis, uma doença quase tão grave como hoje a Sida. Karen teve uma educação primorosa, ligada às artes, e aos 22 anos começa a publicar pequenas histórias. Sabe-se que Karen teve irmãs, que com ela estudaram francês, na Suiça. Aos 28 anos casa com o Barão Bror von Blixen-Finecke e partem para África, onde Karen vai gerir uma plantação de café perto de Nairobi. Com o início da Grande Guerra , em 1914, aquela parte de África ficou sob domínio da Grã-Bretanha. Em 1915, Karen regressa à Dinamarca para se tratar da sífilis, contraída pelo contacto com o marido. O homem da sua vida, Denys Finch Hatton (1887 – 1931), conheceu-o aos 30 anos. Em 1925, Karen está divorciada do marido e vai viver um ano na sua casa da Dinamarca. Embora tenha redigido esporadicamente para jornais dinamarqueses, foi com “Gotic Tales” (1934), que escreveu em inglês sob o pseudónimo de Isak Dinesen, que realmente iniciou a sua carreira literária. O interesse de Karen por África começou meramente pelo gosto dos safaris, desporto da moda, para gente rica, durante o século XIX e parte do séc. XX, quando as mentalidades achavam normal matar animais por prazer e fretar africanos para lhe fazer todos os trabalhos que os brancos, como colonos, não faziam. Quando Karen publica, em 1938, o seu mais conhecido romance “Out of Africa” (traduzido para português como África Minha) é já uma mulher com larga experiência de convívio com africanos. O livro é autobiográfico e viria a ser adaptado, com enorme sucesso, ao cinema. Muitos dos seus livros posteriores foram publicados simultaneamente em inglês e em dinamarquês. Ehrengarda, a Ninfa do Lago (1963), foi publicado no ano seguinte à morte de Karen Blixen, ocorrida em 1962.

Biografia retirada de O Leme

quinta-feira, 29 de junho de 2017

Alexandre Dumas

Alexandre Dumas (1802-1870) foi romancista e dramaturgo francês. Autor do clássico da literatura, "Os Três Mosqueteiros". Suas histórias foram traduzidas em diversos países e produziram vários filmes. Em 2002, seus restos mortais foram levados para o Panthéon, em Paris.

Alexandre Dumas (1802-1870) nasceu em Villers-Cotterêts, França, no dia 24 de julho de 1802. Filho do General Thomas Alexandre Dumas Davy de la Pailleterie, nascido de um nobre francês e uma escrava negra, e de Marie Louise. Em 1806 ficou órfão de pai. Estudou no Colégio do Padre Gregório, onde aprendeu uma caligrafia perfeita, que mais tarde lhe garantiria a vaga de escriturário.

Em 1821, junto com o amigo Leuven, nobre sueco refugiado na França, escreve a peça "O Major de Strasburgo". Em 1822 viaja à Paris, onde conhece o escritor Auguste Lafarge. A certeza de que sua vocação era escrever para o teatro, se confirmou quando assistiu a representação de Hamlet, de Shakespeare. Saiu certo de que poderia criar algo igual ou melhor.

Em 1823 transfere-se para Paris. Em busca de emprego foi recebido pelo General Foy, amigo de seu pai, que ao ver sua bela caligrafia conclui que Dumas poderia secretariar o Duque de Orléans, futuro rei Luís Filipe. O emprego lhe garantiu seu sustento em Paris e lhe abriu caminho para a "Comédie Française". Conhece Catarina Labay, a costureira do prédio vizinho e com ela teve um filho, Alexandre Dumas (1824-1895) que ficou célebre com "A Dama das Camélias".

Continuou tramando um meio de estrear no mundo do teatro. Um funcionário lhe orienta procurar o Barão Taylor, inglês nascido na Bélgica, naturalizado francês, amigo de Vitor Hugo, comissário real junto à Comédie. Sua peça "Cristina" foi recusada pela atriz permanente do teatro, que não queria saber de representar gritos e choros, e "Cristina" foi para a gaveta.

Escreve "Henrique III e sua Corte", uma peça cheia de emoção, que teve o mérito de haver iniciado o teatro romântico na França, levado à cena pela primeira vez, na Comédie Française, em 11 de fevereiro de 1829. Além do sucesso teve a honra de ver presentes ao espetáculo o Duque de Orléans e sua comitiva.

Em 1830, explode a revolução liberal, que leva ao trono o Duque de Orléans, com o nome de Luís Filipe. Quando se restabelece a tranquilidade, Dumas volta a escrever. Leva à cena o drama "Antony", não mais baseado em temas históricos. Toda a obra versa sobre o amor de um bastardo por uma aristocrática.

Alexandre Dumas e Catarina Labay viviam separados. Dumas tinhas suas amante. Em 1840, resolve casar com uma delas, a atriz Ida Ferrier. Quatro anos depois estavam separados. Nesse mesmo ano começa a publicar no folhetim do jornal Le Siècle, "Os Três Mosqueteiros", que depois é lançado em livro. A história conta as aventuras do cavaleiro D'Artagnan e os três amigos, Athos, Porthos e Aramis, a serviço do rei Luís XIII e da rainha Ana da Áustria, enfrentado as ciladas do Cardeal Richelieu.

Em 1850, declarado o Segundo Império, Dumas exila-se na Bélgica. De volta a Paris, em 1853, funda o jornal "Os Mosqueteiros". Em 1860, na Itália, participa da campanha de unificação de Garibaldi. Em 1861, em Nápoles, assume a direção do Museu.

Alexandre Dumas morre em Puys, França, no dia 5 de dezembro de 1870.

Obras de Alexandre Dumas
O Major de Strasburgo, teatro, 1821
Estocolmo, Fontainebleau, Roma, teatro, 1824
Henrique III e Sua Corte, teatro, 1829
Antny, teatro, 1831
Napoleão Bonaparte, teatro, 1832
Carlos VII entre Seus Grandes Vassalos, teatro, 1832
A Torre de Nesle, teatro, 1832
Impressões de Viagem, 1832
Cavaleiro de Harmenthal, romance, 1840 (com Auguste Maquet)
Os Três Mosqueteiros, romance, 1844
O Conde de Monte Cristo, romance, 1845
A Rainha Margot, romance, 1845
Vinte Anos Depois, romance, 1845
Os Quarenta e Cinco, romance, 1847
O Visconde de Bragelonne, romance, 1848
O Colar da Rainha, romance, 1850
A Condessa de Charny, romance, 1853
O Cavaleiro da Casa Vermelha, romance, 1854

Biografia retirada de e-biografias

terça-feira, 27 de junho de 2017

Adonias Filho

Adonias Filho (1915-1990) foi escritor brasileiro. Fez parte da terceira fase do Modernismo. Foi também jornalista, ensaísta, romancista e crítico literário.
Seu universo ficcional tem invariavelmente como palco a região cacaueira do sul da Bahia. Foi eleito para a cadeira nº 21 da Academia Brasileira de Letras. Adonias Filho (1915-1990) nasceu em Itajuípe, Bahia, no dia 27 de novembro de 1915. Filho de fazendeiros, estudou em sua terra natal e em Salvador. Iniciou-se no jornalismo ainda em Salvador.
Em 1936, muda-se para o Rio de Janeiro, onde foi colaborador e crítico literário dos jornais A Manhã, Diário de Notícias e Jornal de Letras. Sua linguagem obedece um estilo áspero e seco, é a marca que distingue os romances de Adonias Filho. O palco da região cacaueira dá vida e cor a personagens relacionados com a cultura do cacau. Foi diretor do Instituto Nacional do Livro entre 1954 e 1955, do Serviço Nacional de Teatro de 1954 a 1956. Dirigiu a Biblioteca Nacional em 1961 e a Agência Nacional em 1964.
Neste mesmo ano foi eleito para a cadeira nº 21 da Academia Brasileira de Letras, antes ocupada por Álvaro Moreira. Em 1972 assumiu a presidência da Associação Brasileira de Imprensa. Entre seus livros mais conhecidos estão os romances "Os Servos da Morte" (1946), "Memórias de Lázaro" (1952), "Corpo Vivo" (1962), "O Forte" (1965) e o ensaio literário "Modernos Ficcionistas Brasileiros" (1958). Entre outros autores traduziu William Faulkner, Virginia Woolf e Graham Greene. Adonias Aguiar Filho morreu em 2 de agosto de 1990 em Itajuípe BA.

domingo, 25 de junho de 2017

Marie-Geneviève Charlotte Thiroux d'Arconville

Escritora e cientista francesa, casou aos catorze anos, com um político. Dos três filhos que teve dois foram executados durante a Revolução Francesa. Estudou botânica, anatomia e filosofia. Leu Voltaire e Lavoisier e escreveu obras como: Sobre a amizade (1761), As paixões (1764), Tratado sobre a Putrefacção (1766) e consta que estudou em mais de uma centena de cadáveres, para se documentar. Foi considerada uma pessoa excêntrica por se dedicar a temas pouco comuns numa mulher. Foi também tradutora.


Biografia retirada de O Leme

quarta-feira, 21 de junho de 2017

Alcântara Machado

Alcântara Machado (1901-1935) foi escritor brasileiro. Um dos mais importantes escritores do primeiro tempo modernista. O mundo do imigrante italiano e seus esforços de integração a São Paulo deram a Alcântara Machado, modernista de primeira hora, a temática e o estilo no qual ele escreveu seus contos. Alcântara Machado (1901-1935) nasceu em São Paulo, no dia 25 de maio de 1901. 

Formou-se em direito em 1924. Começou ainda estudante a trabalhar como jornalista. Após uma temporada na Europa, impregnou-se das idéias de vanguarda e assumiu ostensiva posição de combate pela renovação literária, ao lado de Oswald de Andrade. Uma viagem à Europa, em 1925, inspirou-lhe o livro de estréia literária, "Pathé Baby", publicado em 1926, com prefácio de Oswald de Andrade. Um ano depois, junto com Paulo Prado, fundou a revista Terra Roxa e Outras Terras. Em 1928, com a publicação do conto "Brás, Bexiga e Barra Funda", se tornaria lembrado como expoente do gênero. O segundo livro de contos, "Laranja da China", foi publicado em 1929. 

 Em 1929, uniu-se a Oswald de Andrade, para fundar a Revista de Antropofagia. Em 1931, com Mário de Andrade, dirigiu a Revista Hora. Pesquisador de História, escreveu alguns estudos, entre eles um sobre seu avó, Basílio Machado. São Paulo sempre esteve no centro de seus interesses, daí o nome de sua mais importante obra, "Brás, Bexiga e Barra Funda", nome de bairros onde se radicaram os imigrantes italianos. 

Em sua obra ele tece uma imagem crítica, e por vezes apaixonada desses europeus que aportaram em São Paulo. Alcântara Machado não conheceu grande sucesso em vida, mas foi valorizado por gerações posteriores. Antônio Castilho de Alcântara Machado d'Oliveira, morreu em São Paulo, no dia 14 de abril de 1935. Obras de Alcântara Machado Pathé Baby, romance, 1926 Brás, Bexiga e Barra Funda, contos, 1928 Laranja da China, contos, 1929 Maria Maria, romance, 1936, póstuma Cavaquinho e Saxofone, ensaio, 1940,

Biografia retirada de e-biografias

segunda-feira, 19 de junho de 2017

Adolfo Caminha

Adolfo Caminha (1867-1897) foi escritor brasileiro. Um dos principais representantes do naturalismo no Brasil. Sua obra, densa, trágica e pouco apreciada na época, é repleta de descrições de perversões e crimes. Adolfo Caminha (1867-1897 nasceu em Aracati, no Ceará, no dia 29 de maio de 1867. Ainda na infância se muda com a família para o Rio de Janeiro.
Em 1883 ingressa na Marinha de Guerra, chegando ao posto de segundo-tenente. Cinco anos mais tarde se transfere para Fortaleza, onde é obrigado a dar baixa, depois de sequestrar a esposa de um alferes, com a qual passa a viver. Trabalha como guarda-marinha e começa a escrever. Em 1893 publica "A Normalista", romance em que relata a história chocante de um incesto, em que Maria do Carmo, a normalista, é seduzida por João da Mata, seu padrinho.
Vai para os Estados Unidos e, das observações da viagem, escreve "No País dos Ianques" (1894). No ano seguinte provoca escândalo, mas firma sua reputação literária ao escrever "Bom Crioulo", obra na qual aborda a questão do homossexualismo. Colabora também com a imprensa carioca, em jornais como Gazeta de Notícias e Jornal do Comércio. Já tuberculoso, lança o último romance, "Tentação", em 1896. Adolfo Ferreira Caminha morreu no Rio de Janeiro, no dia 1 de janeiro de 1897. Obras de Adolfo Caminha Vôos Incertos, poesia, 1855-56 A Normalista, romance, 1892 Judith, conto, 1893 Lágrima de um Crente, conto, 1893 No País dos Ianques, crônica, 1894 Bom Crioulo, romance, 1895 Cartas Literárias, crítica, 1895 A Tentação, romance, 1896

Biografia retirada de e-biografias

sábado, 17 de junho de 2017

Agatha Christie

Agatha Christie (1890-1976) foi escritora inglesa. "Hercule Poirot" é um detetive belga que aparece em 33 obras da autora. Agatha foi a maior escritora policial de todos os tempos. Escreveu 93 livros e 17 peças teatrais. Agatha Christie (1890-1976) nasceu em Torquay, condado de Devonshiri, Inglaterra, no dia 15 de setembro de 1890. Filha do americano FredericK Miller e da inglesa Clara. 

De família rica, Agatha estudou em casa, com professores particulares, aprendeu piano e canto. Passava a maior parte do tempo escrevendo poemas e contos. Em 1914, casa-se com o piloto inglês Archibald Christie, de quem adota o sobrenome. Em 1917, desafiada pela irmã Madge a criar uma trama policial, escreve seu primeiro livro, "O Misterioso Caso de Styles", em que o detetive belga, Hercule Poirot, aparece pela primeira vez. O livro só foi publicado em 1920. Escreveu outros livros mas, foi em 1826, com "O Assassinato de Roger Ackroyd", que ficou famosa. 

Depois que seu marido revelou que queria se separar, Agatha desaparece e só é encontrada depois de 11 dias. Algumas pessoas afirmavam que o desaparecimento foi uma trama para vender mais livros. Em 1930, já divorciada, casa-se com o arqueólogo Max Mallowan e com ele viaja pelo Oriente, onde se inspira para escrever vários livros entre eles "Assassinato no Expresso do Oriente" (1934), "Morte na Mesopotânia" (1936), "Morte no Nilo" (1937) e "Aventura em Bagdá" (1951). Seu personagem mais constante, o detetive Hercule Poirot, aparece em 33 livros. 

Outro personagem conhecido é a curiosa Miss Marple, inspirada em sua avó. A peça "A Ratoeira" (1951) é a mais popular de Agatha Christie, encenada mais de 13 mil vezes na Inglaterra. Alguns de seus livros foram adaptados para o cinema, televisão e teatro. Agatha Mary Clarissa Miller, morreu de pneumonia, no dia 12 de janeiro de 1976.

Biografia retirada de e-biografias

quinta-feira, 15 de junho de 2017

Adélia Prado

Adélia Prado (1936-) é uma escritora e poeta brasileira. Recebeu da Câmara Brasileira do Livro, o Prêmio Jabuti de Literatura, com o livro "Coração Disparado", escrito em 1978. Mineira de Divinópolis, sua obra recria numa linguagem despojada e direta, a vida e as preocupações dos personagens do interior mineiro.
Adélia Prado (1936-) nasceu em Divinópolis, Minas Gerais, no dia 13 de dezembro. Filha de João do Prado Filho, ferroviário, e de Ana Clotilde Correa. Estudou no Grupo Escolar Padre Matias Lobato. Aos 14 anos, já escrevia seus primeiros versos. Ingressa na Escola Normal Mario Casassanta e em 1953 forma-se professora. Em 1955 começa a lecionar no Ginásio Estadual Luiz de Melo Viana Sobrinho. Em 1958 casa-se com o bancário José Assunção de Freitas, com quem tem cinco filhos. Ingressa na Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras e em 1973 forma-se em Filosofia. Publica seus primeiros poemas em jornais de Divinópolis e de Belo Horizonte.
Em 1971 divide com Lázaro Barreto a autoria do livro "A Lapinha de Jesus". Sua estreia individual só veio em 1975, quando remete para Carlos Drummond de Andrade os originais de seus novos poemas. Impressionado com suas poesias, envia os poemas para a Editora Imago. Publicado com o nome "Bagagem", o livro de poemas chama atenção da crítica pela originalidade e pelo estilo. Em 1976 o livro é lançado no Rio de Janeiro, com a presença de importantes personalidades como Carlos Drummond de Andrade, Affonso Romano de Sant'Anna, Clarice Lispectro, entre outros. Em 1978 escreve "O Coração Disparado", com o qual conquista o Prêmio Jabuti de Literatura, conferido pela Câmara Brasileira do Livro.
Nos dois anos seguintes, dedica-se à prosa, com "Solte os Cachorros" em 1979 e "Cacos para um Vitral" em 1980. Volta à poesia em 1981, com "Terra de Santa Cruz". Entre 1983 e 1988 exerce a função de Chefe da Divisão Cultural da Secretaria Municipal de Educação e Cultura de Divinópolis. Publica "Componentes da Banda" em 1984. Em 1985, participa em Portugal de um programa de intercâmbio Cultural entre autores brasileiros e portugueses.
Em 1988 apresenta-se em Nova York na Semana Brasileira de Poesia, promovida pelo Comitê Internacional pela Poesia. Em 1993 volta para Secretaria Municipal de Educação e Cultura de Divinópolis. Em 1996 estreia no Teatro do SESI em Belo Horizonte, a peça "Duas horas da tarde no Brasil". Em 2000, em São Paulo, apresenta o monólogo "Dona de Casa". Em 2001, no SESI do Rio de Janeiro, apresenta um Sarau onde declama poesias do livro "Oráculos de maio". Entre outras obras publica, Quero minha mãe, em 2005; A duração do dia, em 2010 e Carmela vai à escola, em 2011.

sábado, 10 de junho de 2017

Adam de la Halle

Adam de la Halle (1237-1285) foi um trovador francês, também conhecido como Adam, o Corcunda. É considerado o precursor da comédia francesa. Nascido em Arras, revela habilidade com as palavras e os sons desde a juventude. Muda-se para Paris, onde aperfeiçoa seu talento em apresentações na corte francesa. Acompanha o rei Carlos I, duque de Anjou, em viagens à Sicília e a Nápoles.
Compõe rondós e motetes – forma introduzida pela Ars Antiqua que consiste na apresentação simultânea de mais de um texto em cena. Halle desvincula a música do caráter religioso, comum na época. Seu trabalho é tido como o início da Ars Nova, estilo criado por Philippe de Vitry e Guillaume de Machaut.
Faz dezenas de poemas e composições musicais polifônicas, como os 16 rondós a três vozes e os 18 jogos partidos. Entre seus textos teatrais conhecidos estão A História de Griseldis, considerada precursora das peças sérias sem a conotação religiosa da época, e o Jogo de Robin e Marion, comédia pastoral musicada tida como uma das primeiras operetas francesas.

Biografia retirada de e-biografias

quinta-feira, 8 de junho de 2017

Juliette Adam

Juliette Lambert, conhecida pelo apelido de casada. Escritora e política francesa ligada à Maçonaria. Casou em segundas núpcias com o senador republicano E. Adam e teve um salão literário em Paris, em 1865. Republicana, fundou, em 1879, a revista La Nouvelle Revue, onde defendeu as suas ideias e onde se estrearam nas letras Paul Bourget, Daudet, Pierre Loti, Paul Veléry, entre outros. Em 1858 criticou Proudhon em «Idées antiproudhoniennes sur l'amour, la femme et le mariage». Escreveu novelas, sendo de destacar «Pagã» (no original Païenne) (1883) que escandalizou por falar em amor paixão. Atacou o poder temporal dos Papas e admirou Garibaldi. Escreveu também romances e livros de viagens. Viria a converter-se ao cristianismo, em 1905.

segunda-feira, 8 de maio de 2017

Selma Ottiliana Lovisa Lagerlöf


Escritora sueca, detentora do 1º Prémio Nobel da Literatura para uma mulher, nasceu em Marbacka. Antes deste prémio já a Universidade de Upsala a distinguira com o doutoramento honoris causa, em 1907. Em 1882 terminou o curso de educadora infantil e durante dez anos foi professora. O primeiro romance foi "Lenda de Gosta Berling", 1891 que teve o apoio da baronesa Sophie Aldesparre, livro transposto para o cinema mais tarde, tendo como protagonista Greta Garbo, também sueca. Em 1894 edita o segundo livro e conhece aquela que vai ser a sua amiga sentimental de toda uma vida - Sofia Elkan. O pai de Selma, militar reformado vendeu, devido a dívidas, a casa de família que mais tarde Selma conseguiu recuperar. O seu mais fabuloso sucesso editorial foi "A Viagem Maravilhosa de Nils Holgerssn pela Suécia", publicado, em 1906 e que foi traduzido em quase todas as línguas. Os seus textos escritos para crianças e jovens são maravilhosos e retratam a Suécia. No entanto Selma escreveu também "Lendas de Jerusalém", 1902 e "Lendas de Cristo", 1904.

Biografia retirada daqui

sábado, 6 de maio de 2017

Adélia Prado

Escritora e poeta mineira. Sua obra recria com uma linguagem despojada e direta, freqüentemente lírica, a vida e as preocupações dos personagens do interior de Minas. Adélia Luzia Prado de Freitas nasceu em 13 de dezembro de 1936 em Divinópolis. Aos 14 anos, já escreve seus primeiros versos. Estuda com padres franciscanos e forma-se em filosofia. Entra para o magistério em seguida mas abandona o projeto de dar aulas depois de se casar e ter cinco filhos. No início dos anos 70, publica seus primeiros poemas em jornais de sua cidade e de Belo Horizonte. Em 1971 divide com Lázaro Barreto a autoria do livro A Lapinha de Jesus. Sua estréia individual acontece em 1976, com Bagagem, livro que chama a atenção da crítica pela originalidade e pelo estilo. Em 1978 escreve O Coração Disparado, com o qual conquista o Prêmio Jabuti de Literatura, conferido pela Câmara Brasileira do Livro, de São Paulo. Nos dois anos seguintes, dedica-se à prosa, com Solte os Cachorros (1979) e Cacos para um Vitral (1980). Volta à poesia em 1981, com Terra de Santa Cruz. Em seguida, publica Componentes da Banda (1984), O Pelicano (1987) e O Homem da Mão Seca (1994) . Seus dois últimos livros, lançados em 1999, são o romance Manuscrito de Felipa e o livro de poemas Oráculos de Maio.

quinta-feira, 4 de maio de 2017

Sylvia Plath


Foram os últimos poemas escritos por Sylvia Plath. A 11 de Fevereiro de 1963, com 31 anos de idade, no seu apartamento de Londres, a poetisa punha termo á vida. Deixava dois filhos de tenra idade, um marido de quem estava a separar-se, um romance, A Campânula de Vidro, publicado apenas três semanas antes sob pseudónimo, um primeiro livro de poesia, The Colossus, de 1960, e vários textos inéditos. A recolha Ariel, organizada pelo viúvo, o poeta Ted Hughes, foi editada dois anos após a morte se Sylvia Plath, mostrando-a na maturidade do seu génio poético. Posteriormente vieram à luz duas outras colectâneas de poemas, Crossing the Water e Winter Tress (este inclui também a peça Three Women), além de um volume de correspondência organizada pela mãe, Letters Home, e de uma selecção de histórias, artigos e excertos de diário, Johnny Panic and the Bible of Dreams, também da responsabilidade de Ted Hughes. As circunstâncias da vida e da morte de Sylvia Plath criaram uma mitologia à sua volta que, mais do que esclarecer, tem contribuído para confundir as interpretações da sua obra. Uma coisa é certa: é uma obra forte, alheia a convenções, arrebatada e arrebatadora. Provavelmente de fundo autobiográfico, reflectindo uma ânsia de perfeição e verdade que a existência lhe negou. Na introdução à edição americana de Ariel, diz Robert Lowel: “tudo nestes poemas é pessoal, confessional, sentido, mas a maneira de sentir é alucinação controlada, a autobiografia de uma paixão. Esta poesia e esta vida não são uma carreira; dizem que a vida, mesmo quando disciplinada, simplesmente não vale a pena ser vivida”. Sylvia Plath nasceu em Boston, Massachusetts, de ascendência alemã e austríaca. Era uma menina dotada e ambiciosa, apoiada por um pai simultaneamente amado e odiado que morreu quando ela tinha oito anos. Na mãe, detestava o sentido da domesticidade. Adolescente, tem o privilégio de frequentar um estágio na Mademoiselle de Nova Iorque, que lhe inspira a matéria de A Campânula de Vidro (incluindo a tentativa de suicídio de heroína e o tratamento à base de choques eléctricos a que é submetida). Morre inacabada.

Informação retirada daqui

terça-feira, 2 de maio de 2017

Arundhaty Roy

Graças à atribuição do Booker Prize em 1998, Arundhaty Roy obteve a consagração literária aos 38 anos com a publicação de um primeiro romance que passou a constituir um macro fundamental na literatura indiana. Situado na região de Kerala, no sul do subcontinente, de onde a autora é oriunda, O Deus das Pequenas Coisas narra a saga de uma família hindu convertida ao cristianismo, cujos membros se dispersam pelo mundo para, no termo de três gerações, se reunirem na terra natal e aí fazerem o balanço das experiências vividas. Como numa metáfora da união-separação, o protagonismo é assumido por um par de gémeos, Esthappen e Rahel, irmão e irmã, o que fica e a que parte, a que volta e o que permaneceu, Oriente e Ocidente ou vice-versa – e o tema fulcral da narrativa, misteriosamente aberto até à última página, é a possibilidade – impossibilidade de reencontro entre mundos separados por uma violência que ultrapassa a carne. Para dizer esta tragédia, social, familiar e individual, A. Roy transpõe os limites do romanesco convencional, entra no território velado da poesia, socorre-se do poder mágico do mito. O resultado é um livro que não se parece com nenhum outro e lembra, vagamente todas as hipóteses de livro sobre épocas convulsas e bastardas. Arquitecta de formação, argumentista de cinema e televisão por ocupação, militante feminista e ecologista (lutou contra o armamento nuclear da Índia) por influência de uma mãe avançada demais para o lugar e a época, Arundhaty põe nesta obra a máxima sabedoria que é possível ter-se sobre o passado que nos prende e o presente que nos asfixia. Recentemente, publicou o ensaio Pelo Bem Comum (2001), onde contesta a construção de uma mega-barragem que, em nome do progresso, vai desalojar centenas de milhar de pessoas. Pertence à categoria de escritores para quem a literatura, sem abdicar de uma busca estética, se insere num vasto projecto ético. 

Informação retirada daqui

domingo, 30 de abril de 2017

Emílio Salgari

Nasceu em Verona, a 21 de Agosto de 1862. Filho de uma família de modestos comerciantes, notabilizou-se escrevendo, nos últimos 15 anos da sua vida, cerca de 200 novelas de aventuras e de viagens por regiões como a Malásia, as Antilhas e as Bermudas - terras exóticas para a maioria dos ocidentais - e ainda diversos volumes passados no Far-West. Perante a diversidade das regiões onde os seus romances decorrem, poder-se-ia supor que a sua obra seria o resultado de imensas viagens que empreendera ao estrangeiro. Puro engano! Apesar da acção das suas novelas decorrer em longínquos países, realizou apenas uma viagem no mar Adriático, na costa oriental da Itália, quando frequentou, inutilmente, um curso que lhe poderia ter dado a profissão de capitão da marinha. As suas grandes fontes de inspiração foram os relatos exóticos de viajantes e exploradores do seu tempo.
Apaixonou-se perdidamente por uma jovem inglesa de família nobre que lhe haveria de servir de modelo para criar as heroínas dos seus romances. Acabou por se casar com uma camponesa, Ida Peruzzi, de quem teve quatro filhos.

Toda esta vasta produção textual não lhe trouxe desafogo económico. Viveu os últimos anos da sua vida sem recursos, tendo-se suicidado em Turim, no dia 25 de Abril de 1911.
Um dos principais heróis dos seus livros é Sandokan, presente em diversos volumes:
Sandokan Vence o Tigre da Índia
Sandokan na Ilha de Bornéu
Sandokan Reconquista Mompacém
Sandokam, Soberano da Malásia

Outros personagens, surgem, com idêntico vigor, em outros títulos, nomeadamente nos seguintes:
Os Pescadores de Pérolas
O Corsário Negro
Os Últimos Corsários
O Capitão Tormenta
O Tesouro dos Incas
O Escravo de Madagáscar
A Heroína de Cuba

Um dos livros mais interessantes é, sem dúvida, As Maravilhas do Ano 2000. Escrito nove décadas antes, fez sonhar gerações de leitores que se questionavam como seria esse mítico ano. Curiosamente, a maioria das antevisões foi ultrapassada, nomeadamente a velocidade das viagens aéreas mas outras, como a transmissão directa de notícias através da televisão, revelaram-se bastante acertadas. Outra curiosidade deste livro consiste no facto da narrativa terminar em Lisboa, local onde as suas personagens, vindas do passado, são hospitalizadas por não aguentarem o ambiente eléctrico que as rodeava. Dever-se-á salientar que, quando o livro foi escrito, a elecricidade dava os seus primeiros passos, havendo quem argumentasse que a sua utilização produzia efeitos funestos para a saúde pública.

Informação retirada daqui

sexta-feira, 28 de abril de 2017

Biografia de Ferdinand de Saussure


Elementos biográficos e breves dados sobre a sua obra elaborados por Jorge de Freitas. Os seus trabalhos de investigação permitiram o estabelecimento da linguística como ciência.

Ferdinand de Saussure faz os seus primeiros estudos no colégio de Hafwyl, perto de Berna. Em 1870, entra para o Instituto Marline, onde complementa os conhecimentos que já detinha de francês, inglês e alemão com o estudo da língua grega. Em 1872, termina um manuscrito intitulado Essai sur les langues. Dois anos depois, começa a estudar o sânscrito. Em virtude de ser oriundo de uma família com elevada cultura científica, inicia, em 1875, os seus estudos universitários na área das ciências exactas. Porém, após dois semestres, abandona esta área, prosseguindo estudos linguísticos em Leipzig, Berlim e Paris. Em 1877, antes de perfazer vinte anos de idade, já Saussure criava notoriedade apresentando à Société de Linguistique de Paris uma memória sobre o sistema primitivo das vogais nas línguas indo-europeias. Aos vinte e dois anos de idade, apresenta, em Leipzig, como tese de doutoramento, um estudo sobre o emprego do genitivo absoluto em sânscrito. Inicia, então, a carreira de professor universitário, leccionando primeiramente a cadeira de Gramática Comparada na Escola de Altos Estudos de Paris (1881-1891) e, posteriormente, na Universidade de Genebra, as cadeiras de Linguística Indo-europeia e Sânscrito (1891-1906) e Linguística (1906-1012). Insatisfeito com explicações linguísticas parciais, tenta, durante largos anos, estabelecer princípios metodológicos coerentes, considerando-os, no entanto, sempre prematuros, razão pela qual nunca os comunica oficialmente. Em 1915, dois anos após a morte de Saussure, os seus discípulos Charles Bally e Albert Séchehaye publicam um apanhado de três cursos que este havia ministrado no âmbito da cadeira de Linguística, atribuíndo-lhe o título "Cours de Linguistique Générale".

A linguagem é uma faculdade humana que torna possível a produção social de sistemas de signos que servem para comunicar: as línguas. O sistema linguístico é um fenómeno social que deve ser estudado na sua estrutura, abstraíndo todas as relações históricas. A fala, como acto individual de utilização da língua num contexto particular, não é o objecto da linguística.

[...] a língua é necessária para que a fala seja inteligível e produza todos os seus efeitos; mas esta é necessária para que a língua se estabeleça; historicamente, a fala precede sempre. Como seríamos capazes de associar uma ideia a uma imagem verbal se antes não tivéssemos surpreendido uma associação num acto de fala? Por outro lado, é ouvindo os outros que aprendemos a nossa língua materna; ela só se instala no sosso cérebro após inúmeras experiências. Por último, é a fala que faz evoluir a língua: são as impressões recebidas ao ouvirmos os outros que modificam os nossos hábitos linguísticos. Há, portanto, interdependência da língua e da fala; aquela é, ao mesmo tempo, o instrumento e o produto desta. Mas tudo isto não as impede de serem duas coisas absolutamente diferentes.
[ Curso de Linguística Geral, Editorial D.Quixote, 7ª Edição, Janeiro de 1995, pp.48 e 49 ]

Chamamos signo à combinação do conceito e da imagem acústica [...] Propomos manter a palavra signo para designar o total e substituir conceito e imagem acústica respectivamente por significado e significante.
[ Curso de Linguística Geral, Editorial D.Quixote, 7ª Edição, Janeiro de 1995, pp.123 e 124 ]

Saussurre dividiu em duas vertentes o estudo da linguagem: a sincrónica, que se limita a examinar uma linguagem particular num determinado período da sua existência (por exemplo, o português actual) e a diacrónica, que aborda o estudo histórico do desenvolvimento da linguagem (por exemplo, a evolução do português medieval até aos nossos dias).
Na prática, um estudo da língua não é um ponto, mas um espaço de tempo, mais ou menos longo, durante o qual a quantidade de modificações ocorridas é mínima. Podem ser dez anos, uma geração, um século, mesmo mais. Por vezes, uma língua evolui lentamente durante um longo intervalo e, em seguida, sofre transformações consideráveis em poucos anos. De duas línguas coexistentes num mesmo período, uma pode evoluir muito e outra quase nada; no segundo caso, o estudo será necessariamente sincrónico, no outro diacrónico.
[ Curso de Linguística Geral, Editorial D.Quixote, 7ª Edição, Janeiro de 1995, p.174 ]

Curso de Linguística Geral, Lisboa, Editorial D.Quixote

Biografia retirada daqui

sexta-feira, 21 de abril de 2017

Biografia de Adolfo Caminha

Escritor cearense, um dos principais representantes do naturalismo no Brasil, sua obra, densa, trágica e pouco apreciada na época, é repleta de descrições de perversões e crimes. Adolfo Ferreira Caminha nasceu no dia 29 de maio de 1867 na cidade de Aracati. Ainda na infância se muda com a família para o Rio de Janeiro. Em 1883 ingressa na Marinha de Guerra, chegando ao posto de segundo-tenente. Cinco anos mais tarde se transfere para Fortaleza, onde é obrigado a dar baixa, depois de seqüestrar a esposa de um alferes, com a qual passa a viver. Trabalha como guarda-marinha e começa a escrever. Em 1893 publica A Normalista, romance em que traça um quadro pessimista da vida urbana, "esse acervo de mentiras galantes e torpezas dissimuladas". Vai para os Estados Unidos e, das observações da viagem, resulta No País dos Ianques (1894). No ano seguinte provoca escândalo, mas firma sua reputação literária ao escrever Bom Crioulo , obra na qual aborda a questão do homossexualismo. Colabora também com a imprensa carioca, em jornais como Gazeta de Notícias e Jornal do Comércio. Já tuberculoso, lança o último romance, Tentação, em 1896. Morre no Rio de Janeiro no dia 1º de janeiro de 1897.


Noticia retirada daqui

quarta-feira, 19 de abril de 2017

Biografia de Jean-Baptiste-Antoine-Marcelin, barão de Marbot

Famoso memorialista da época napoleónica.
Nasceu em Altillac, França, em 18 de Agosto de 1782; 
morreu em Paris em 16 de Novembro de 1854.

Membro de uma família nobre do Quercy, era filho do general Marbot, antigo membro das guardas do corpo do rei Luís XV de França, mais tarde ajudante de campo do conde de Schomberg, e com a guerra da revolução general de divisão nos exércitos franceses que combateram nos Pirinéus.

O pai morreu em 1801, deixando dois filhos, o mais novo dos quais - Jean Marcelin -, entrou para o exército aos 17 anos, para o regimento de hussardos n.º 1, tendo sido ajudante de campo de três marechais do Império - Augereau (de 1803 a 1807), Lannes (de 1808 a 1809) e Masséna (de 1809 a 1811) -, e participado por isso em todas as campanhas importantes do Império. Nestas funções chegou, em 1810, ao posto de major, sendo nomeado cavaleiro do império. 

Fez como segundo ajudante de campo de Masséna a campanha de Portugal de 1810-1811, conhecida como Terceira Invasão Francesa de Portugal.

Em 1812 foi promovido a coronel do regimento de Caçadores n.º 23, participando na campanha da Rússia desse ano e na campanha da Alemanha de 1813. Em 1814, com a Restauração dos Bourbons em França, e o licenciamento do regimento, foi transferido para o comando do regimento de hussardos n.º 7.

Foi promovido a general de brigada, em 17 de Junho de 1815, nas vésperas da batalha de Waterloo, mas a derrota de Napoleão impediu a confirmação da nomeação. Proscrito em Julho de 1815 pela segunda Restauração, partiu para o exílio regressando a França em 1819. Publicou em 1820 a  obra Remarques critiques, em que respondia ao tratado sobre a guerra do general Joseph Rogniat, em que defendia a importância do factor humano, em contraste com a teoria pura de Rogniat. Em 1825 publicou uma obra sobre o novo exército francês, com o título De la nécessité d'augmenter les forces militaires de la France. Napoleão doou-lhe cem mil francos no seu testamento, com a seguinte declaração: «... Ao coronel Marbot: proponho-lhe que continue a escrever em defesa da glória das armas francesas, confundindo os caluniadores e os apóstatas!...»

Reintegrado no exército em Março de 1829, enquanto comandante do regimento de Caçadores n.º 8, com a subida ao trono de Luís-Filipe de Orléans, após a Revolução de Julho  de 1830, tornou-se ajudante de campo de Fernando, duque de Orléans, príncipe real e comandante-chefe do Exército francês. Foi promovido ao generalato em Outubro seguinte, e nesse posto participou no cerco de Anvers, na guerra de independência da Bélgica e combateu na Argélia. Em 1845 foi nomeado Par de França.

As Memórias da época do Império, foram escritas para os seus filhos, tendo sido publicadas somente em 1891.

Fontes:
Marbot, général Baron de, 
«Le général de Marbot (Article du Journal des Débats du 22 novembre de 1854)» in Mémoires, tome IV: La Bérézina - Leipzig - Waterloo, 
Paris, Plon, 1921

Enciclopédia Britânica

segunda-feira, 17 de abril de 2017

Biografia de Charles-Louis de Secondat, barão de Montesquieu

Escritor e filósofo francês, célebre pela sua teoria da separação dos poderes.
Nasceu no Palacete de la Brède, perto de Bordéus, em 18 de Janeiro de 1689; morreu em Paris, em 10 de Fevereiro de 1755.

Filho de um oficial da guarda do rei de França, neto e sobrinho de um Presidente do Parlamento de Bordéus, ficou órfão de mãe aos 11 anos de idade. O seu ensino básico foi entregue aos Oratorianos do colégio de Juilly, localidade situada a nordeste de Paris, que frequentou em companhia de dois primos, e onde lhe foi ministrada uma educação clássica.

Regressado a Bordéus, em 1705, realizou os estudos jurídicos necessários à sua entrada no Parlamento de Bordéus, para poder herdar o título e as importantes funções do tio. A admissão como conselheiro deu-se em 1708. Após a conclusão destas formalidades regressou a Paris, onde concluiu os seus estudos jurídicos e onde frequentou assiduamente a Academia das Ciências e das Letras. Regressou a Bordéus em 1713 devido à morte do Pai. Em 1715, casou com uma calvinista francesa, o que lhe assegurou um valioso dote. No ano seguinte o tio morreu tornando-se barão de Montesquieu e presidente no Parlamento de Bordéus.

Em 1721 publicou as Cartas Persas, obra que lhe granjeou um enorme sucesso, e onde, aproveitando o gosto da época pelas coisas orientais, analisou de uma maneira satírica as instituições, usos e costumes da sociedade francesa e europeia, criticando veementemente a religião católica, naquela que foi a primeira grande crítica à igreja no século XVIII. Muitas das afirmações de Montesquieu serão «confirmadas» por Edward Gibbon, quando este autor inglês publicou o Decline and Fall of the Roman Empire, em que defendeu que a queda do império se deveu ao predomínio da igreja cristã no Império romano, a partir de Constantino. 

Em 1726 renunciou ao seu cargo no Parlamento de Bordéus, vendeu-o e foi viver para Paris, preparando-se para entrar na Academia Francesa. Aceite em 1728, viajou logo a seguir pela Europa, realizando assim o seu Grand Tour, a tradicional viagem educativa dos intelectuais europeus do século VIII. Regressou a França, mas foi para Inglaterra, onde permanecerá durante dezoito meses.

Em 1731, após uma ausência de três anos, regressou a Bordéus, para a sua família e os seus negócios, assim como para as vinhas e os campos agrícolas à volta do seu Palacete de Brède. Voltará frequentemente a Paris, onde teve contactos ocasionais com os célebres salons, mas sem se ligar muito com o grupo de intelectuais que os animava.

O seu grande objectivo passou a ser completar aquela que será a sua grande obra - O Espírito das Leis. Preenchendo uma etapa intermédia, escreveu e publicou em 1734 a Causa da Grandeza dos Romanos e da sua decadência, que não é mais do que um capítulo de apresentação do Espírito. 

O Espírito das Leis foi publicado em 1748, em dois volumes, em Genebra, para evitar a censura, tornando-se um imenso sucesso, que a sua colocação no Index romano não beliscou. A sua preocupação foi ultrapassar as posições dos filósofos e utópicos que apresentavam as suas teorias em abstracto e sem nenhuma consideração pelas determinantes espaciais e temporais.

Os tempos que se seguiram estiveram longe de serem sossegados, sendo as suas teorias atacadas tanto pelos jansenistas como pelos católicos ortodoxos, como os jesuítas, mas também pela Universidade de Paris, a célebre Sorbonne. Defendeu-se das críticas publicando em 1755 a Defesa do Espírito das Leis. Entretanto ia perdendo a visão.

Morreu em 1755, quase cego, tendo recebido os últimos sacramentos das mãos de um padre católico.

Informação retirada daqui
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