domingo, 17 de setembro de 2017

Aluísio Azevedo

Aluísio Azevedo (1857-1913) foi escritor brasileiro. "O Mulato" foi o romance que iniciou o Movimento Naturalista no Brasil. Foi também caricaturista, jornalista e diplomata. É membro fundador da Academia Brasileira de Letras.

Aluísio Azevedo (1857-1913) nasceu em São Luís, Maranhão, no dia 14 de abril de 1857. Levado pelo irmão, o teatrólogo e jornalista Artur Azevedo, viajou para o Rio de Janeiro aos 17 anos de idade. Começou a estudar na Academia Imperial de Belas-Artes, onde revelou seus dons para o desenho. Logo passou a colaborar, com caricaturas e poesias, em jornais e revistas.

Com a morte do pai, em 1879, Aluísio volta para São Luís e se dedica a literatura. Publica seu primeiro romance, "Uma Lágrima de Mulher", em 1880, onde se mostra exageradamente sentimental e de estilo romântico. Em 1881 edita "O Mulato", romance que iniciou o Movimento Naturalista no Brasil. A obra denunciava o preconceito racial existente na burguesia maranhense Com a reação negativa da sociedade, Aluísio volta para o Rio de Janeiro.

Aluísio Azevedo abandonou as tendências românticas em que se formara, para, influenciado por Eça de Queirós e Émile Zola, tornar-se o precursor do Movimento Realista-Naturalista. No Rio de Janeiro, passou a viver com a publicação de folhetins românticos a alguns relatos naturalistas. Viveu durante 15 anos do que ganhava como escritor.

Preocupado com a realidade cotidiana, seus tema prediletos foram a luta contra o preconceito de cor, o adultério, os vícios e o povo humilde. Na obra "O Cortiço", Aluísio retrata o aumento da população no Rio de Janeiro e o aparecimento de núcleos habitacionais, denominados cortiços, onde se aglomeravam trabalhadores e gente de atividades incertas. O grande personagem do romance é o próprio cortiço.

Em 1895, com quase quarenta anos, Aluísio ingressa na carreira diplomática, atuando como cônsul do Brasil no Japão, na Espanha, Inglaterra, Itália, Uruguai, Paraguai e Argentina. Durante todo esse período não mais se dedicou a produção literária.

Aluísio Tancredo Gonçalves de Azevedo morreu em Buenos Aires, Argentina, no dia 21 de Janeiro de 1913.

Obras de Aluísio Azevedo
Uma Lágrima de Mulher, romance, 1879
Os Doidos, teatro, 1879
O Mulato, romance, 1881
Memórias de um Condenado, romance, 1882
Mistérios da Tijuca, romance, 1882
A Flor de Lis, teatro, 1882
A Casa de Orates, teatro, 1882
Casa de Pensão, romance, 1884
Filomena Borges, romance, 1884
O Coruja, romance, 1885
Venenos que Curam, teatro, 1886
O Caboclo, teatro, 1886
O Homem, romance, 1887
O Cortiço, romance, 1890
A República, teatro, 1890
Um Caso de Adultério, teatro, 1891
Em Flagrante, teatro, 1891
Demônios, contos, 1893
A Mortalha de Alzira, romance, 1894
O Livro de uma Sogra, romance, 1895
Pegadas, contos, 1897
O Touro Negro, teatro, 1898

Biografia retirada de e-biografias

sexta-feira, 15 de setembro de 2017

Álvares de Azevedo

Álvares de Azevedo (1831-1852) foi um poeta, escritor e contista, da segunda geração romântica brasileira. Suas poesias retratam o seu mundo interior. É conhecido como "o poeta da dúvida". Faz parte dos poetas que deixaram em segundo plano, os temas nacionalistas e indianistas, usados na primeira geração romântica, e mergulharam fundo em seu mundo interior. Seus poemas falam constantemente do tédio da vida, das frustrações amorosas e do sentimento de morte. A figura da mulher aparece em seus versos, ora como um anjo, ora como um ser fatal, mas sempre inacessível. Álvares de Azevedo é Patrono da cadeira nº 2, da Academia Brasileira de Letras.

Álvares de Azevedo deixa transparecer em seus textos, a marca de uma adolescência conflitante e dilacerada, representando a experiência mais dramática do Romantismo brasileiro. De todos os poetas de sua geração, é o que mais reflete a influência do poeta inglês Byron, criador de personagens sonhadores e aventureiros.

Em alguns poemas, Álvares de Azevedo surpreende o leitor, pois além de poeta triste e sofredor, mostra-se irônico e com um grande senso de humor, como no trecho do poema "Lagartixa": "A lagartixa ao sol ardente vive,/ E fazendo verão o corpo espicha:/ O clarão de teus olhos me dá vida,/ Tu és o sol e eu sou a lagartixa".

Álvares de Azevedo encara a morte como solução de sua crise e de suas dores, como expressou no seu famoso poema "Se eu morresse amanhã": "Se eu morresse amanhã, viria ao menos/ Fechar meus olhos minha triste irmã;/ Minha mãe de saudades morreria/ Se eu morresse amanhã!".

Manuel Antônio Álvares de Azevedo (1831-1852) nasceu em São Paulo no dia 12 de setembro. Filho do Doutor Inácio Manuel Alvares de Azevedo e Dona Luísa Azevedo, foi um filho dedicado a sua mãe e a sua irmã. Aos dois anos de idade, junto com sua família, muda-se para o Rio de Janeiro. Em 1836 morre seu irmão mais novo, fato que o deixou bastante abalado. Foi aluno brilhante, estudou no colégio do professor Stoll, onde era constantemente elogiado. Em 1945 ingressou no Colégio Pedro II.

Em 1848, Álvares de Azevedo volta para São Paulo, ingressa na Faculdade de Direito do Largo de São Francisco, onde passa a conviver com vários escritores românticos. Nessa época fundou a revista da Sociedade Ensaio Filosófico Paulistano; traduziu a obra Parisina, de Byron e o quinto ato de Otelo, de Shakespeare, entre outros trabalhos.

Álvares de Azevedo vivia em meio a livros da faculdade e dedicado a escrever suas poesias. Toda sua obra poética foi escrita durante os quatro anos que cursou a faculdade. O sentimento de solidão e tristeza, refletidos em seus poemas, era de fato a saudade da família, que ficara no Rio de Janeiro.

Álvares de Azevedo doente, abandona a faculdade. Vitimado por uma tuberculose e sofrendo com um tumor, é operado mas não resiste. Morre no dia 25 de abril de 1852, com apenas 21 anos. Sua poesia "Se Eu Morresse Amanhã!", escrita alguns dias antes de sua morte, foi lida, no dia de seu enterro, pelo escritor Joaquim Manuel de Macedo.

Álvares de Azevedo não teve nenhuma obra publicada em vida. O livro "Lira dos Vinte Anos", foi a única obra preparada pelo poeta.

Livros de Álvares de Azevedo
Macário, 1850
Lira dos Vinte Anos, 1853
Noite na Taverna, 1855

Poesias de Álvares de Azevedo
A Lagartixa
À T...
Adeus, Meus Sonhos
Ai, Jesus!
Amor
Anjinho
Anjos do Céu
Anjos do Mar
Canção da Sexta (LXI)
Cantiga
Canto Primeiro
Canto Segundo
Cismar
Desalento
Desânimo
Dinheiro
E Ela! E Ela! E Ela! E Ela!
Fragmentos de um Canto em Cordas de Bronze
Idéias Intimas
Lágrimas da Vida
Lágrimas de Sangue
Luar de Verão
Malva Maçã
Meu Amigo
Meu Desejo
Meu Sonho
Na Minha Terra
No Mar
O Lenço Dela
O Poeta Maribundo
Oh! Páginas da Vida Que eu Amava
Pálida Inocência
Perdoa-me, Visão dos Meus Amores
Saudades
Se Eu Morresse Amanhã
Solidão
Sonhando
Tarde de Outono
Trindade
Último Soneto
Um Cadáver de Poeta
Vagabundo
Vi

Biografia retirada de e-biografias

quarta-feira, 13 de setembro de 2017

Ana Maria Machado

Ana Maria Machado (1941) é escritora, jornalista brasileira. Autora de livros infantis, foi a primeira desse gênero, a fazer parte da Academia Brasileira de Letras. Foi eleita para a presidência da Academia, para o biênio 2012/2013.

Ana Maria Machado (1941) nasceu em Santa Tereza, Rio de Janeiro, no dia 24 de dezembro de 1941. Foi aluna do Museu de Arte Moderna. Iniciou a carreira de pintora, participou de exposições individuais e coletivas. Formou-se em Letras pela Universidade Federal do Rio de Janeiro. Na mesma universidade, lecionou no curso de Letras.

Abandonou a carreira de pintora para se dedicar aos livros. Nos anos sessenta, foi exilada pelo regime militar, indo morar na Europa. Em Paris, trabalhou na revista Elle. Fez doutorado em linguística orientada por Roland Barthes.

De volta ao Brasil, Ana Maria retomou o seu projeto de escrever livros infantis. Em 1977, ganhou o prêmio João de Barro pelo livro "História Meio ao Contrário". Em 1979, fundou a primeira livraria dedicada a livros infantis no Brasil, a Malasartes.

Em 1993, foi hors concours do prêmio da Fundação Nacional do Livro Juvenil. Em 2000, ganhou o prêmio Hans Christian Andersen, considerado o prêmio Nobel de Literatura Infantil Mundial. Em 2001, recebeu o Prêmio Literário Nacional Machado de Assis, na categoria conjunto da obra. Atualmente tem mais de 100 livros publicados.

Ana Maria Machado ocupa a cadeira nº 1 da Academia Brasileira de Letras. Foi eleita presidente para o biênio 2012-2013. Foi a primeira escritora de livros infantis a fazer parte da ABL.

Obras de Ana Maria Machado
A Audácia dessa Mulher, romance
A Jararaca, a Perereca e a Tiririca, infanto juvenil
Abrindo o Caminho, infanto juvenil
Alice e Ulisses, romance
Alguns Medos e Seus Segredos, infanto juvenil
Amigo É Comigo, infanto juvenil
Amigos Secretos, infanto juvenil
Aos Quatro Ventos, romance
Bem do seu Tamanho, infanto juvenil
Bento que Bento é o Frade, infanto juvenil
Bisa Bia, Bisa Bel, novela
Canteiros de Saturno, romance
Conta Corrente, coletânea
De Carta em Carta, infanto juvenil
De Olho nas Pernas, infanto juvenil
Democracia, coletânea
Do Outro Mundo, infanto juvenil
Era Uma Vez Três, infanto juvenil
Esta Força Estranha, biografia
Isso Ninguém Me Tira, infanto juvenil
Menina Bonita do Laço de Fita, infanto juvenil
O Canto da Praça, infanto juvenil
O Domador de Monstros, infanto juvenil
O Gato do Mato e o Cachorro do Morro, infanto juvenil
O Mar Nunca Transborda, romance
O Mistério da Ilha, infanto juvenil
O Que É? infanto juvenil
Para Sempre, romance
Quem Manda Na Minha Boca Sou Eu! infanto juvenil
Raul da Ferrugem Azul, infanto juvenil
Recado do Nome, tese de doutorado
Tropical Sol e Liberdade, romance
Tudo ao Mesmo Tempo Agora, infanto juvenil

Notícia retirada daqui

segunda-feira, 11 de setembro de 2017

Abílio Pereira de Almeida

(Advogado e dramaturgo brasileiro )
1906-1977

Advogado e dramaturgo brasileiro nascido em São Paulo, SP, cujas peças teatrais obtiveram notável êxito junto ao público, na contra-mão da crítica, que as consideravam inconsistentes. Formado em direito pela Universidade de São Paulo, estudou também na Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras da USP e na Escola de Aviação Militar. Entrou para o Exército (1927) e participou de duas revoluções (1930/1932). Advogou durante alguns anos enquanto publicou Prática jurídica e comercial e editou a Revista Judiciária. Estreou como ator teatral (1936) e, seis anos depois ingressou para o Grupo de Teatro Experimental, o GTE, fundado por Alfredo Mesquita. Após o êxito de peças como Pif-paf (1942) e A mulher do próximo (1948), tornou-se praticamente o único dramaturgo brasileiro a escrever para o famoso Teatro Brasileiro de Comédia. Foi um dos fundadores da Cia. Cinematográfica Vera Cruz, na qual passou a atuar (1950) também como ator, diretor e produtor. Seu nome apareceu como ator, autor ou diretor em cerca de 25 filmes nacionais, incluindo os que lançaram Mazzaroppi e fizeram dele um dos maiores sucessos do cinema brasileiro. Totalizando 688 itens documentais (550 textuais e 138 fotográficos), o público considerava suas peças espelhos dos descaminhos éticos da sociedade. Paiol velho (1951), que Alberto Cavalcanti transformou no filme Terra é sempre terra, Santa Marta Fabril S.A. (1955), Moral em concordata (1956) e Moeda corrente do país (1957), foram mais alguns de seus sucessos. Tragicamente morreu por suicídio, em São Paulo.

Notícia retirada daqui

sábado, 9 de setembro de 2017

Clara Campoamor


Escritora espanhola viu a luz do dia numa família pobre, porém conseguiu formar-se em Direito, em 1924. Iniciou as suas actividades políticas, em 1925, quando foi nomeada para o Colégio de Advogados. Em 1931 obteve um lugar no primeiro parlamento da Primeira República daquele país, a par de Victoria Kent. Pediu como outras mulheres em todo o mundo, o voto para as mulheres, o que aconteceu, pela primeira vez, em 1933, porém o golpe militar de 1936 forçou-a ao exílio. Destino Buenos Aires. Porém, foi na Suíça que acabou por fixar residência até à sua morte, dado o regime franquista nunca a autorizou a regressar à pátria. Deixou diversas obras sobre os direitos humanos. Clara Campoamor também redigiu, com outras pessoas, o texto da lei do divórcio. Há em Móstoles (Espanha) o Instituto Clara Campoamor. Deixou obras escritas de pendor feminista como "El Voto Feminino y Yo", "Mi Pecado Mortal" e "El Derecho Femenino en España"(1936), "La situación jurídica de la mujer española" (1938). É considerada uma das "mães" do feminismo espanhol.

Notícia retirada daqui

quinta-feira, 7 de setembro de 2017

Betty Naomi Goldstein Friedan


Escritora, feminista norte-americana é um nome maior dos direitos humanos e feminismo mundial. Betty nasceu no Illinois, filha de judeus russos imigrados. Licenciou-se em Psicologia e Sociologia. Encorajada pela mãe seguiu jornalismo. Defensora dos direitos das mulheres, denunciou o modelo tradicional de sociedade remetendo a mulher para a área restrita da casa. Casou em 1947 com Carl Friedan e tiveram três filhos. Publicou em 1963 o importante livro com o título «The Feminine Mystic» (A Mística Feminina). Este livro sobre a mulher foi o mais vendido no mundo, na altura, e faz parte da trilogia dos livros fundamentais sobre feminismo que são «A Room of One's Own» de Virgínia Woolf (1929), e «O Segundo Sexo» (1949), de Simone de Beauvoir e o dela Betty Friedan. Em 1966 Betty fundou, com uma amiga, a famosa National Organization for Woman (NOW) de que foi presidente. Pediu a igualdade salarial para todos e falou sobre a despenalização do aborto. Em 1970 foi a impulsionadora de uma enorme manifestação convocada pela Frente de Libertação das Mulheres nos EUA. O seu último grande trabalho foi uma investigação sobre a velhice que publicou com o título «The Fountain of Age», ainda não traduzido em português. Faleceu no dia 4 de Fevereiro de 2006

Biografia retirada daqui

terça-feira, 5 de setembro de 2017

Ann Frank


Ann Frank relata, no seu diário, os dois anos que, para fugir à perseguição anti-semita, viveu refugiada com a sua família e alguns amigos nas águas-furtadas de um edifício de Amesterdão, durante os quais desponta para o amor e revela uma profunda sensibilidade muito superior àquela que seria natural possuir na sua idade. Devido a uma denúncia, ela e a sua família acabariam por ser descobertas. Levada para o campo de concentração de Bergen-Belsen, torna-se numa das sete milhões de vítimas do holocausto. O seu diário, encontrado depois do final da guerra, foi traduzido para inúmeras línguas, transformando-se num «best-seller» e tornando esta jovem num símbolo da causa judaica. É, ainda, autora do livro Contos. onde revela, para além de um enorme desejo de paz, uma profunda esperança na Humanidade. As águas-furtadas onde Anne Frank viveu durante os dois anos de refúgio, recebem, diariamente, milhares de pessoas, tendo-se transformado num dos locais mais visitados da cidade de Amesterdão.

Biografia retirada daqui

domingo, 3 de setembro de 2017

Nadine Gordimer


Nadine Gordimer recebeu o Prémio Nobel da Literatura em 1991, chamando, mais uma vez, a atenção para a ignomínia que era o apartheid, na África do Sul. Disse, numa entrevista, que o dia em que se sentira mais orgulhosa na sua vida , não fora quando recebeu o Nobel, mas quando, em 1986, testemunhara num julgamento, para salvar as vidas de 22 membros da ANC, acusados de traição. Nadine Gordimer nasceu na cidade de Spings, no Transval, em Novembro de 1923, filha de emigrantes judeus. O pai era joalheiro, nascido na Lituânia, e a mãe originária de Londres. A mãe de Nadine impressionada com o modo como eram tratadas as crianças negras, abriu uma creche, para dar apoio gratuito a essas crianças. Nadine começou a escrever aos 15 anos, pequenas histórias que publicou com o nome de Face to Face, dez anos depois. Estudou na Universidade de Witswatersrand, Joanesburgo e viajou bastante por África e América do Norte. Casou duas vezes e tem uma filha e um filho, que vivem fora da África do Sul. Até 1994, Nadine já tinha publicado treze novelas , duas centenas de pequenas histórias e diversos livros de ensaio. Está traduzida em mais de trinta línguas e recebeu numerosos prémios e doutoramentos honoris causa. Para perceber a escrita de Nadine Gordimer é necessário conhecer um pouco da História do país onde nasceu e vive – África do Sul. A população branca é fruto da mistura dos primeiros colonos holandeses (chegados cerca de 1652) e franceses que a si próprios se denominavam africânderes (filhos de pai holandês e mãe hotentote) ou boers, e ingleses e alemães e que se lhes juntaram posteriormente. A maior parte das leis do apartheid surgiu com um governo ingtlês, em 1948, mas os holandeses e alemães que ali se fixaram eram convictos defensores da supremacia branca. Aqui o fulcro é o mesmo a luta contra o apartheid, que cujo fim Nadine Gordimer teve a alegria de presenciar anos depois da escrita do livro A Gente de July (1981). 

Biografia retirada daqui

sexta-feira, 1 de setembro de 2017

Doris May Taylor Lessing


Escritora inglesa, nasceu na Pérsia (hoje Irão). Os pais eram ingleses. A família foi viver para o Zimbabwe, em 1925. Estudou na Rodésia e viveu na África do Sul, onde interiorizou a preocupação pela falta de liberdade de alguns. Doris e o irmão eram dominados pela mãe que a mandou para um colégio de freiras de onde Doris fugiu, por a atemorizarem com demónios. Tinha treze anos. Passou a estudar sozinha e a ler Dickens, W. Scott, Stevenson, Kipling, Dostoievsky e D.H. Lawrence, que lhe povoaram a imaginação. Sempre com um mau relacionamento com a mãe sai de casa aos quinze anos indo trabalhar como ama seca. Começou a escrever pequenas histórias que vendeu a revistas da África do Sul. Em 1937 mudou-se para Salisburia como operadora de telefones. Aos dezanove anos casou. Teve dois filhos. Criticou a vida tradicional britânica confrontada com a realidade de África. Tem obras de ficção como Contos Africanos, mas escreveu também com preocupações sociais. Esteve no Paquistão e escreveu sobre os campos de refugiados afegãos. Radicou-se em Londres em 1954. É uma das escritoras vivas que melhor conhece a realidade africana, embora seja algo controversa. Escreveu até hoje mais de cinquenta títulos e dois livros autobiográficos, um deles com o título "Under My Skin: volume One of My Autobiography, to 1949...." Escreveu sobre a sua infância. Em 1999 recusou o título de Dame do Império Britânico, por já «não haver Império». Em 11 de Outubro de 2007 foi-lhe atribuído o Nobel da Literatura.

Biografia retirada daqui

segunda-feira, 3 de julho de 2017

Alexis de Tocqueville

Alexis de Tocqueville (1805-1859) foi um escritor, pensador político e historiador francês. Sua obra de referência foi o livro “Democracia na América” (1835). É considerado um dos autores mais influentes do liberalismo no ocidente, junto a Adam Smith, Friedrich Hayek, Joseph Schumpeter e Raymond Aron.

Alexis Henri Charles Clérel de Tocqueville Veio de família aristocrática pertencente à pequena nobreza do antigo regime, anterior à revolução francesa.

Em 1830, com a chegada de Luís Felipe ao poder, Tocqueville prestou juramento de fidelidade, embora continuasse filiado ao partido legitimalista de Carlos X, que visava restabelecer um regime contrário às reformas liberais depois de 1789.

Em 1831, resolveu empreender viagem aos Estados Unidos a fim de realizar uma pesquisa sobre o código penal americano. Porém, suas intenções tomaram outro rumo quando escreveu o esboço do que seria sua obra-prima, o livro ”Democracia na América”. A primeira parte do livro foi publicada em 1835, onde ele refletiu sobre as instituições e a sociedade americana e sua tradição política. A segunda parte foi publicada em 1840 e na obra, o escritor tratava das questões sobre igualdade e de que forma esse conceito poderia prejudicar a liberdade dos indivíduos.

Depois da experiência nos Estados Unidos, Tocqueville afirmou ser contrário aos movimentos revolucionários acontecidos em seu próprio país, a França, por achar que a ideologia da igualdade era opressora da liberdade individual, sendo a revolução americana mais genuína no sentido de atender os anseios do povo.

Tocqueville foi colaborador da segunda constituição francesa na segunda república. Também foi ministro das Relações Exteriores do governo de Luís Napoleão.

Tocqueville ainda publicou os livros “O Antigo Regime e a Revolução” (1856) e “Lembranças de 1848” (1893). É um dos autores de maior influência das ideias liberais no ocidente.

Biografia retirada de e-biografias
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